Duas semanas após reclamar sobre a falta de estrutura do futebol feminino do Sport e da logística da Confederação Brasileira de Futebol, a m...
Duas semanas após reclamar sobre a falta de estrutura do futebol feminino do Sport e da logística da Confederação Brasileira de Futebol, a meio-campo Sofia foi dispensada pelo clube pernambucano. A atleta, que chegou a ser titular contra o São José, partida disputada logo após a entrevista que questiona o clube, foi informada na manhã desta sexta-feira que não fazia mais parte dos planos do Sport.
- Tinha treino marcado e quando fui pegar minhas coisas, a coordenadora veio falar que não fazia mais parte do clube. Que o que eu tinha feito não poderia e que eu procurasse um novo clube. A gente se revolta, mas isso acontece. Agora é bola para frente.
A dispensa da atleta, segundo a coordenadora do futebol feminino do Sport, Nira Ricardo, não foi motivada pelas entrevistas que a atleta deu, mas pela postura de Sofia nas redes sociais. Isso porque, após a entrevista do presidente, Milton Bivar, em que o mandatário afirma que, se o futebol feminino do clube fosse profissionalizado, a atleta dificilmente seguiria no Leão, Sofia usou uma conta pessoal para repostar mensagens que retrucavam o mandatário, além de uma foto com as mãos na boca, indicando que sofrerá censura.
- Não tinha mais condições de seguir trabalhando com Sofia aqui. Não tem nada com as reclamações dela. Isso é justo e ela não mentiu, o Sport realmente precisa melhorar muita coisa no futebol feminino. Tanto que ela deu várias entrevistas, para vários veículos e nós seguiu aqui. Mas não dá para uma jogadora ou um jogador ir afrontar o presidente nas redes sociais. E não foi ele que pediu, foi uma posição do departamento feminino.
Chateada com a dispensa, Sofia acredita que só voltará a trabalhar no próximo ano, uma vez que os campeonatos nacionais se encaminham para o final e que nem todos os estados possuem competições locais. Mesmo assim, não se mostrou arrependida da postura.
- Não mudaria nada do que fiz. É o que eu falei: se melhorar algo para minhas companheiras de clube, eu já estou feliz. Creio que só consigo jogar na próxima temporada, mas é bola para frente. A raiva vai passar e a vida vai seguir. Mas não me arrependo de nada.
A falta de estrutura do clube, segundo a coordenadora Nira, foi passada para todas as atletas antes mesmo da chegada delas ao elenco. Algo que, segundo a gestora, não tira o direito de qualquer atleta reclamar.
- Veja, não só ela como qualquer outra atleta tem o direito de falar e reclamar. O problema, realmente, é após isso você ficar postando a foto do presidente e afrontando. Em qualquer emprego, se a pessoa ficar afrontando o chefe, algo vai acontecer. Enquanto ela falou da estrutura do clube nada aconteceu. A gente sabe que precisaria melhorar. Vai melhorar, mas o clube passa por uma reestruturação.
Montagem do time foi para evitar punição da CBF
Quando optou por reestruturar o clube, o Sport decidiu colocar um ponto final nas atividades do futebol feminino, que gerava um gasto de cerca de R$ 40 mil, e contava com 23 atletas. O clube, porém, perdeu o prazo para comunicar à CBF de que não pretendia participar do Brasileiro. Com isso, a ausência na competição poderia fazer com que o Leão fosse impedido de disputar qualquer campeonato promovido pela entidade, seja masculino ou feminino, por dois anos.
Com a ameaça de punição, o Sport resolveu montar uma equipe às pressas. Para isso, buscou atletas em times amadores e formou um elenco com atletas que não precisem de alojamento e nem sequer recebem salários. Para a comissão técnica, o clube conta apenas com a técnica Keila Felício, que trabalha sem preparador físico, nem auxiliar. Os treinos do clube são realizados no campo auxiliar da Ilha do Retiro, três vezes por semana.
Materia site GE
- Tinha treino marcado e quando fui pegar minhas coisas, a coordenadora veio falar que não fazia mais parte do clube. Que o que eu tinha feito não poderia e que eu procurasse um novo clube. A gente se revolta, mas isso acontece. Agora é bola para frente.
A dispensa da atleta, segundo a coordenadora do futebol feminino do Sport, Nira Ricardo, não foi motivada pelas entrevistas que a atleta deu, mas pela postura de Sofia nas redes sociais. Isso porque, após a entrevista do presidente, Milton Bivar, em que o mandatário afirma que, se o futebol feminino do clube fosse profissionalizado, a atleta dificilmente seguiria no Leão, Sofia usou uma conta pessoal para repostar mensagens que retrucavam o mandatário, além de uma foto com as mãos na boca, indicando que sofrerá censura.
- Não tinha mais condições de seguir trabalhando com Sofia aqui. Não tem nada com as reclamações dela. Isso é justo e ela não mentiu, o Sport realmente precisa melhorar muita coisa no futebol feminino. Tanto que ela deu várias entrevistas, para vários veículos e nós seguiu aqui. Mas não dá para uma jogadora ou um jogador ir afrontar o presidente nas redes sociais. E não foi ele que pediu, foi uma posição do departamento feminino.
Chateada com a dispensa, Sofia acredita que só voltará a trabalhar no próximo ano, uma vez que os campeonatos nacionais se encaminham para o final e que nem todos os estados possuem competições locais. Mesmo assim, não se mostrou arrependida da postura.
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| Sofia desabafa após goleada de 9 a 0 para o Santos |
- Não mudaria nada do que fiz. É o que eu falei: se melhorar algo para minhas companheiras de clube, eu já estou feliz. Creio que só consigo jogar na próxima temporada, mas é bola para frente. A raiva vai passar e a vida vai seguir. Mas não me arrependo de nada.
A falta de estrutura do clube, segundo a coordenadora Nira, foi passada para todas as atletas antes mesmo da chegada delas ao elenco. Algo que, segundo a gestora, não tira o direito de qualquer atleta reclamar.
- Veja, não só ela como qualquer outra atleta tem o direito de falar e reclamar. O problema, realmente, é após isso você ficar postando a foto do presidente e afrontando. Em qualquer emprego, se a pessoa ficar afrontando o chefe, algo vai acontecer. Enquanto ela falou da estrutura do clube nada aconteceu. A gente sabe que precisaria melhorar. Vai melhorar, mas o clube passa por uma reestruturação.
Montagem do time foi para evitar punição da CBF
Quando optou por reestruturar o clube, o Sport decidiu colocar um ponto final nas atividades do futebol feminino, que gerava um gasto de cerca de R$ 40 mil, e contava com 23 atletas. O clube, porém, perdeu o prazo para comunicar à CBF de que não pretendia participar do Brasileiro. Com isso, a ausência na competição poderia fazer com que o Leão fosse impedido de disputar qualquer campeonato promovido pela entidade, seja masculino ou feminino, por dois anos.
Com a ameaça de punição, o Sport resolveu montar uma equipe às pressas. Para isso, buscou atletas em times amadores e formou um elenco com atletas que não precisem de alojamento e nem sequer recebem salários. Para a comissão técnica, o clube conta apenas com a técnica Keila Felício, que trabalha sem preparador físico, nem auxiliar. Os treinos do clube são realizados no campo auxiliar da Ilha do Retiro, três vezes por semana.
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