Quatro lutas, quatro ippons, uma virada incrível na final e o título mundial juvenil. Esse é um resumo em uma linha do percurso da brasileir...
Quatro lutas, quatro ippons, uma virada incrível na final e o título mundial juvenil. Esse é um resumo em uma linha do percurso da brasileira Anna Karolinna Belém dos Santos no torneio disputado em Almaty, no Cazaquistão. Número 1 do ranking mundial na categoria +70kg do Sub-18, a carioca de 17 anos fez valer a condição de favorita e fez tocar o Hino Nacional pela primeira vez no último dia das disputas individuais do campeonato.
Com o resultado, o Brasil fechou a chave individual do Mundial juvenil com quatro medalhas. Além do ouro de Belém, o país conquistou a prata com Sarah Souza na categoria -57kg e mais dois bronzes. Um com Laura Soken (-44kg) e outro com Matheus Pereira (-66kg). Neste domingo, o torneio terá o último dia de combates, na disputa por equipes mistas, categoria que terá a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No Mundial adulto, disputado em Tóquio, em setembro, a Seleção Brasileira conquistou o bronze nesse modalidade.
O percurso de Belém foi perfeito. A judoca nacional estreou já na segunda rodada, nas oitavas de final, contra Khosiyat Masharipova, do Uzbequistão. Em exatos 16 segundos, a brasileira resolveu o combate com uma projeção perfeita. Na sequência, nas quartas de final, o desafio foi diante da italiana Asya Tavano, número oito do ranking mundial juvenil. Anna projetou a adversária quando faltavam 2min44s de luta. Com isso, carimbou o passaporte para a semifinal.
A luta pela vaga na decisão foi diante da japonesa Ion Yamaki. O combate foi o mais equilibrado enfrentado pela brasileira. Foi decidido quando faltavam 1min25s, com mais um ippon. Na decisão, uma adversária da casa. Madina Paragulgova contava com todo o suporte das arquibancadas. Número cinco do mundo, ela aproveitou a empolgação e foi a única atleta a projetar a brasileira, com um waza-ari no início da luta. Anna Belém não se alterou. Levantou, voltou para o combate e, na pegada seguinte, projetou Paragulgova num ippon perfeito aos 59 segundos de luta para carimbar o título mundial.
Anna Belém já vinha de um ano de resultados muito expressivos na categoria dos pesados. Foi a vice-campeã na etapa da Copa Europeia Sub-18 disputada em Berlim, na Alemanha, em abril. No mês seguinte, venceu a etapa de Coimbra, em Portugal, da mesma competição. Anna foi campeã, também, do Campeonato Pan-Americano Sub-18, em julho.
Natural do Rio de Janeiro, Anna Karolinna Belém dos Santos começou a praticar judô aos 7 anos, no polo Cidade de Deus do Instituto Reação. Destacou-se em competições estaduais e nacionais e foi integrada ao programa de Alto Rendimento do projeto social fundado pelo medalhista olímpico Flavio Canto e passou a treinar com o técnico Geraldo Bernardes, sensei de Flavio e da campeã olímpica Rafaela Silva.
"Eu era muito briguenta na rua, mas quando entrei no judô eles me ensinaram a me comportar, a parar de brigar, a ter mais educação. Agora quero ganhar títulos, mudar a minha vida e da minha família para melhor", projetava a jovem judoca, em entrevista ao site do Instituto Reação, quatro anos atrás, antes de alcançar um dos seus primeiros objetivos, o título mundial na classe que abre as portas para o alto rendimento.
Fonte: rededoesporte
Com o resultado, o Brasil fechou a chave individual do Mundial juvenil com quatro medalhas. Além do ouro de Belém, o país conquistou a prata com Sarah Souza na categoria -57kg e mais dois bronzes. Um com Laura Soken (-44kg) e outro com Matheus Pereira (-66kg). Neste domingo, o torneio terá o último dia de combates, na disputa por equipes mistas, categoria que terá a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No Mundial adulto, disputado em Tóquio, em setembro, a Seleção Brasileira conquistou o bronze nesse modalidade.
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| Anna Belém conquista o título mundial juvenil de judô |
O percurso de Belém foi perfeito. A judoca nacional estreou já na segunda rodada, nas oitavas de final, contra Khosiyat Masharipova, do Uzbequistão. Em exatos 16 segundos, a brasileira resolveu o combate com uma projeção perfeita. Na sequência, nas quartas de final, o desafio foi diante da italiana Asya Tavano, número oito do ranking mundial juvenil. Anna projetou a adversária quando faltavam 2min44s de luta. Com isso, carimbou o passaporte para a semifinal.
A luta pela vaga na decisão foi diante da japonesa Ion Yamaki. O combate foi o mais equilibrado enfrentado pela brasileira. Foi decidido quando faltavam 1min25s, com mais um ippon. Na decisão, uma adversária da casa. Madina Paragulgova contava com todo o suporte das arquibancadas. Número cinco do mundo, ela aproveitou a empolgação e foi a única atleta a projetar a brasileira, com um waza-ari no início da luta. Anna Belém não se alterou. Levantou, voltou para o combate e, na pegada seguinte, projetou Paragulgova num ippon perfeito aos 59 segundos de luta para carimbar o título mundial.
Anna Belém já vinha de um ano de resultados muito expressivos na categoria dos pesados. Foi a vice-campeã na etapa da Copa Europeia Sub-18 disputada em Berlim, na Alemanha, em abril. No mês seguinte, venceu a etapa de Coimbra, em Portugal, da mesma competição. Anna foi campeã, também, do Campeonato Pan-Americano Sub-18, em julho.
Natural do Rio de Janeiro, Anna Karolinna Belém dos Santos começou a praticar judô aos 7 anos, no polo Cidade de Deus do Instituto Reação. Destacou-se em competições estaduais e nacionais e foi integrada ao programa de Alto Rendimento do projeto social fundado pelo medalhista olímpico Flavio Canto e passou a treinar com o técnico Geraldo Bernardes, sensei de Flavio e da campeã olímpica Rafaela Silva.
"Eu era muito briguenta na rua, mas quando entrei no judô eles me ensinaram a me comportar, a parar de brigar, a ter mais educação. Agora quero ganhar títulos, mudar a minha vida e da minha família para melhor", projetava a jovem judoca, em entrevista ao site do Instituto Reação, quatro anos atrás, antes de alcançar um dos seus primeiros objetivos, o título mundial na classe que abre as portas para o alto rendimento.
Fonte: rededoesporte


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