A partir desta segunda-feira (16), a cidade de Baku, capital do Azerbaijão, receberá o 37º Mundial de ginástica rítmica. E não será um Mundi...
A partir desta segunda-feira (16), a cidade de Baku, capital do Azerbaijão, receberá o 37º Mundial de ginástica rítmica. E não será um Mundial qualquer. A competição, que vai até o próximo domingo (22), será a mais importante deste ciclo olímpico, pois servirá como rota direta para os Jogos de Tóquio-2020. Ginastas representando 62 países tentam assegurar uma das 16 vagas individuais e cinco entre os conjuntos na Olimpíada do ano que vem. Será também a tentativa de muitos países que sonham com um lugar no pódio conseguirem parar a Rússia, a maior força da modalidade.
Os números comprovam a supremacia das ginastas russas no cenário internacional da ginástica rítmica. Ao longo dos 36 mundiais disputados até hoje, a Rússia exibe um impressionante total de 192 medalhas conquistadas, sendo 105 delas de ouro – além de 55 de prata e 32 de bronze. Possuem quase 20 pódios a mais do que a segunda grande força mundial do esporte, a Bulgária, que tem 173 medalhas (67 de ouro).
O DNA russo na ginástica rítmica pode ser constatado também quando se vê que a antiga União Soviética, da qual a Rússia era a maior integrante, está em terceiro lugar no quadro geral de medalhas em Mundiais, com 120 no total e 50 de ouro.
Além de referência técnica, a Rússia também é quase que uma entidade à parte na ginástica rítmica. Há uma clara reverência e respeito dos demais países pelas russas, que costumam se hospedar em hotéis exclusivos, sem dividir atenção com outros países. Contribui para aumentar essa fama também a figura marcante e um tanto exótica de Irina Viner, treinadora-chefe da seleção russa. Seu gosto por roupas chamativas e o estilo rigoroso com que lida com suas ginastas é bastante conhecido dentro da modalidade.
Nos últimos oito mundiais, a Rússia emplacou todas as campeãs do individual geral, que contempla a ginasta mais completa da competição, após a soma das notas de quatro aparelhos (bola, arco, maças e fita). No conjunto, a sequência de títulos é um pouco menor, três no total (2015, 2017 e 2018), mas no intervalo de 1999 até agora, a seleção russa foi campeã oito vezes.
Diante de todo esse currículo, é natural esperar que a Arena Nacional de Ginástica (MGA) de Baku irá acompanhar um novo show das russas. E os holofotes estão todos sobre Dina Averina, principal nome da seleção para este ciclo e que foi campeã geral em 2017 (Pesaro-ITA) e 2018 (Sofia-BUL). Em Baku, ela busca tornar-se a quarta ginasta tricampeã mundial do individual geral, sendo que a última foi sua compatriota Yana Kudryavtseva, entre 2013 e 2105.
Ela tem como maior rival justamente sua irmã gêmea, Arina Averina, com quem vem dividindo protagonismo nas competições deste ciclo olímpico. Também aparecem em condições de brigar pelo ouro no individual a israelense Linoy Ashram e a italiana Alexandra Agiurgiuculese.
Rota olímpica
O Mundial de Baku será a competição mais generosa deste ciclo na distribuição de vagas olímpicas. Será a primeira janela de classificação no individual, que dará lugar em Tóquio-2020 aos países das 16 ginastas mais bem classificadas ao final das qualificatórias dos quatro aparelhos.
Em relação aos conjuntos, estarão em jogo cinco vagas neste mundial, sendo que quatro países já estão classificados: Rússia, Itália e Bulgária, que se classificaram após o Mundial de 2018, além do Japão, que tem a vaga do país-sede.
As próximas oportunidades de classificação serão as quatro etapas da Copa do Mundo de 2020, quando as três melhores ginastas na soma geral também terão vaga assegurada. Por fim, haverá ainda uma vaga continental em disputa. No caso do Brasil, a oportunidade será no Pan-Americano da modalidade, em maio do ano que vem, nos Estados Unidos.
O Brasil será representado em Baku por duas ginastas no individual, Natalia Gáudio e Barbara Domingos, além da seleção do conjunto. As brasileiras estão conscientes da dificuldade que encontrarão para obter a vaga olímpica já em Baku, mas estão confiantes de que poderão fazer uma boa participação neste Mundial.
“Fiz duas boas competições prévias para este Mundial, nas Copas do Mundo em Kazan (RUS) e Portimão (POR), com notas bem equilibradas nos quatro aparelhos. O fato de ter ido à final da fita em Portimão também aumentou o meu grau de confiança. Mas é importante saber também que temos mais chances de classificação”, afirmou Natalia Gáudio, de 26 anos, uma das ginastas mais experientes desta competição.
A seleção de conjunto, que competirá apenas no próximo sábado (21), também chega a este Mundial animado após o desempenho nas últimas competições. “Foi muito importante essa participação na Copa do Mundo de Portimão, especialmente por termos sido o quinto melhor conjunto no geral. Conseguimos superar países muito fortes na ginástica rítmica e esta é a prova de que estamos no caminho certo. Nos próximos dias, vamos treinar e focar muito na execução das séries para fazermos bonito no Mundial”, afirma Camila Ferezin, técnica do conjunto do Brasil.
Yahoo Esportes
Os números comprovam a supremacia das ginastas russas no cenário internacional da ginástica rítmica. Ao longo dos 36 mundiais disputados até hoje, a Rússia exibe um impressionante total de 192 medalhas conquistadas, sendo 105 delas de ouro – além de 55 de prata e 32 de bronze. Possuem quase 20 pódios a mais do que a segunda grande força mundial do esporte, a Bulgária, que tem 173 medalhas (67 de ouro).
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| Dina Averina |
O DNA russo na ginástica rítmica pode ser constatado também quando se vê que a antiga União Soviética, da qual a Rússia era a maior integrante, está em terceiro lugar no quadro geral de medalhas em Mundiais, com 120 no total e 50 de ouro.
Além de referência técnica, a Rússia também é quase que uma entidade à parte na ginástica rítmica. Há uma clara reverência e respeito dos demais países pelas russas, que costumam se hospedar em hotéis exclusivos, sem dividir atenção com outros países. Contribui para aumentar essa fama também a figura marcante e um tanto exótica de Irina Viner, treinadora-chefe da seleção russa. Seu gosto por roupas chamativas e o estilo rigoroso com que lida com suas ginastas é bastante conhecido dentro da modalidade.
Nos últimos oito mundiais, a Rússia emplacou todas as campeãs do individual geral, que contempla a ginasta mais completa da competição, após a soma das notas de quatro aparelhos (bola, arco, maças e fita). No conjunto, a sequência de títulos é um pouco menor, três no total (2015, 2017 e 2018), mas no intervalo de 1999 até agora, a seleção russa foi campeã oito vezes.
As favoritas
Diante de todo esse currículo, é natural esperar que a Arena Nacional de Ginástica (MGA) de Baku irá acompanhar um novo show das russas. E os holofotes estão todos sobre Dina Averina, principal nome da seleção para este ciclo e que foi campeã geral em 2017 (Pesaro-ITA) e 2018 (Sofia-BUL). Em Baku, ela busca tornar-se a quarta ginasta tricampeã mundial do individual geral, sendo que a última foi sua compatriota Yana Kudryavtseva, entre 2013 e 2105.
Ela tem como maior rival justamente sua irmã gêmea, Arina Averina, com quem vem dividindo protagonismo nas competições deste ciclo olímpico. Também aparecem em condições de brigar pelo ouro no individual a israelense Linoy Ashram e a italiana Alexandra Agiurgiuculese.
Rota olímpica
O Mundial de Baku será a competição mais generosa deste ciclo na distribuição de vagas olímpicas. Será a primeira janela de classificação no individual, que dará lugar em Tóquio-2020 aos países das 16 ginastas mais bem classificadas ao final das qualificatórias dos quatro aparelhos.
Em relação aos conjuntos, estarão em jogo cinco vagas neste mundial, sendo que quatro países já estão classificados: Rússia, Itália e Bulgária, que se classificaram após o Mundial de 2018, além do Japão, que tem a vaga do país-sede.
As próximas oportunidades de classificação serão as quatro etapas da Copa do Mundo de 2020, quando as três melhores ginastas na soma geral também terão vaga assegurada. Por fim, haverá ainda uma vaga continental em disputa. No caso do Brasil, a oportunidade será no Pan-Americano da modalidade, em maio do ano que vem, nos Estados Unidos.
As brasileiras
O Brasil será representado em Baku por duas ginastas no individual, Natalia Gáudio e Barbara Domingos, além da seleção do conjunto. As brasileiras estão conscientes da dificuldade que encontrarão para obter a vaga olímpica já em Baku, mas estão confiantes de que poderão fazer uma boa participação neste Mundial.
“Fiz duas boas competições prévias para este Mundial, nas Copas do Mundo em Kazan (RUS) e Portimão (POR), com notas bem equilibradas nos quatro aparelhos. O fato de ter ido à final da fita em Portimão também aumentou o meu grau de confiança. Mas é importante saber também que temos mais chances de classificação”, afirmou Natalia Gáudio, de 26 anos, uma das ginastas mais experientes desta competição.
A seleção de conjunto, que competirá apenas no próximo sábado (21), também chega a este Mundial animado após o desempenho nas últimas competições. “Foi muito importante essa participação na Copa do Mundo de Portimão, especialmente por termos sido o quinto melhor conjunto no geral. Conseguimos superar países muito fortes na ginástica rítmica e esta é a prova de que estamos no caminho certo. Nos próximos dias, vamos treinar e focar muito na execução das séries para fazermos bonito no Mundial”, afirma Camila Ferezin, técnica do conjunto do Brasil.
Yahoo Esportes


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